Eis o lema com que quase todos começam quase todos os novos anos - mesmo, no fundo, sabendo que, raras vezes, ele é posto em prática por mais de uma semana (quando muito)!
Confesso que senti um alívio ao me despedir de 2008. Em especial, de dezembro! Porque o que acontece no último mês do ano parece se repetir ano após ano. Mesmo prometendo que não vamos participar de amigos secretos, terminamos o ano com uns três no currículo. Mesmo visitando médicos das mais variadas especialidades, acabamos sem tempo para completar o nosso check up. Mesmo gastando cinquenta reais ou mais em lembrancinhas, sempre esquecemos de presentear alguém. O ano pode até ser outro, mas dezembro, é certo, será igual: vamos tentar presentear todos, abraçar todos, fazer tudo como se não houvesse outro ano, ou outros doze meses, pela frente!
Por outro lado, sempre há do que sentir saudade num ano que se vai. Sempre há conquistas, como a de um novo emprego ou de uma nova condição no antigo trabalho. Sempre há uma mudança, nem que seja um novo corte de cabelo, que te permita ver o mundo com outros olhos. Sempre há pessoas que deixamos pra trás, por não andarem mais no nosso ritmo, e pessoas que chegam, para correrem ao nosso lado.
E assim, com esse misto de saudade e alívio e uma pitada de esperança, dizemos "que venha 2009" e prometemos "nesse ano, tudo vai ser diferente", rezando, no fundo, para que o que mude seja a nossa força de vontade para mudar o que tanto nos incomoda. E que ela dure mais, no mínimo, doze meses, para (sobre)vivermos mais um ano e, em especial, mais um dezembro.
domingo, 4 de janeiro de 2009
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